As Duas Faces da Riqueza

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No pequeno vilarejo de Assis, há aproximadamente 800 anos, uma bela alma, ainda enferma pela contaminação material, desperta para a vida e faz uma das maiores transformações que a humanidade já teve notícia.

Abdica de tudo: dinheiro, vaidade, dos gozos terrenos, e mergulha numa aventura jamais vivida.

O aquinhoado filho do comerciante de tecidos, agora deserdado das riquezas terrenas, começa a conquistar um tesouro duma magnitude incomparável.

Resolve que o seu primeiro ato seria contrair núpcias com aquela que todos rejeitavam: a dama pobreza.

Juntamente com sua consorte, vive o Evangelho do Divino Mestre Jesus, sem precedências, imitando o Mestre nos seus mínimos detalhes.

Fez-se amigo dos leprosos, dos mendigos (aliás, se sentia como um deles), amou os que tinham a astúcia do roubo como meio de vida.

Juntou irmãos e os apresentou a Deus.

Vivenciou a Santa Obediência, e não traiu Jesus em momento algum.

Ocupou todo o seu tempo com oração, meditação, jejum e trabalho, não dando campo à ociosidade.

Peregrinou como andarilho do Cristo, e em cada cidade que entrava espalhava o amor.

Se alguém precisava de ajuda, estava sempre disposto a ajudar.

Se o ridicularizavam, orava ao Pai pedindo perdão por ser tão inferior.

Viveu como o Cristo e com o Cristo, e seu corpo recebeu como benção Divina as chagas do martírio.

Nasceu em berço rico, mas se negou a cultuar a matéria, caminhou pobre entre os pobres e partiu para a pátria espiritual levando consigo a maior riqueza que um homem pode ter: o Amor.

Pobre Francisco, o rico de Deus.


Miguel Delavini
(Psicografia Paulo Guedes – 30/09/2008)