Desafetos

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Na estrada da vida, depara-se o homem com situações complicadas por atos impensados que o leva a adquirir desafetos, que se colocam como cruéis cobradores das suas dividas.

Quantos anos, muitas vezes, passa o homem encontrando em cada momento de sua trajetória empecilhos a sua felicidade, sem ao menos perceber a trama de ódio e vingança em que se encontra envolvido.

Amarguras, decepções, injúrias e dificuldades pessoais marcam os seus dias, fazendo-lhe resgatar pelas lágrimas do sofrimento débitos adquiridos nesta e em outras vidas.

Muitos, envoltos no desespero e na inconformação buscam a fuga pela falsa ilusão do suicídio, deparando-se com um quadro de dores e sofrimentos superior ao que suportavam em vida.

Outros fogem da luta enquistando-se na rebeldia e mergulhando na depressão, vivendo dias de tristeza e infelicidade, afastados das luzes da oração.

Trabalhadores abnegados do mundo espiritual lutam, com as armas do amor, para encontrarem um canal de reconciliação entre esses corações aturdidos pela rocha do orgulho.

Articulam-se possibilidades de entendimento, através do perdão das faltas, em núcleos de evangelização das almas, tanto no mundo material como no espiritual, proporcionando encontros onde as palavras de ordem são a indulgencia, a tolerância e o perdão.

Quando os primeiros raios de luz do amor começam a derreter o iceberg do ódio e da vingança, inicia-se o planejamento da aproximação definitiva, que pode culminar nos braços da paternidade, onde desafeto e ofensor, unidos no mesmo lar, começam a reinscrever a historia com a vivência do amor.

Assim a misericórdia divina se faz presente: desafeto encontra o perdão, ofensor oferta o amor e a vida restabelece-se em paz e harmonia, onde os desígnios de Deus são respeitados por todos que viveram os dramas da incompreensão.

Miguel Delavini

(Mensagem psicografada por Paulo Guedes)