O Livro dos Espíritos

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Acabava de sair o mundo das trevas da idade média, e as luzes do amor voltavam a despontar nos horizontes.

Na França, a virgem de Dorremy, corporificada na magnífica personalidade de Joana D’árc, conquista a liberdade daqueles que viriam a ser o berço da expressão, do jugo inglês.

A religiosidade encontrava-se abalada pelos desmandos da santa igreja que, deturpada em seus princípios, esquecera-se do Cristo e cultuava a política e o poder entre os representantes do clero.

As sombras haviam permanecido por tempo demais e Jesus, conforme havia prometido, traz a terceira revelação, inicialmente através dos fenômenos de efeitos físicos, para depois as vozes do além fazerem eco pelos quatro cantos do mundo.

As informações surgiam através da mediunidade de diversos companheiros do amor, mas era necessário que elas tomassem corpo doutrinário, e coube a Hipolite Leon Denizard Rivail, nosso Allan Kardec, a organização e compilação, dando ordem e formato, surgindo assim em abril de 1857 a primeira versão de O Livro dos Espíritos. Obra de magnitude transcendental que traria uma nova concepção de vida, onde os mistérios se descortinam e Deus se apresenta a seus filhos como o pai amoroso que a todos presenteia com as mesmas oportunidades.

De onde viemos, para onde vamos e o porquê das dores e sofrimentos deixam de ser mistérios de Deus e passam a ter explicações compreensíveis à razão.

O mundo banhava-se pelas luzes do amor, conjugada pela razão. Não mais o inferno injusto, nem o céu de contemplação, o homem passa a assumir a responsabilidade pelos seus atos, colhendo os frutos que produz.

Não mais a condenação, nem as benesses em apenas uma encarnação, as oportunidades se sucedem em multi-existências, até que o homem liberto das culpas e paixões encontre a evolução espiritual.

Um século e meio se passaram do lançamento de O Livro dos Espíritos, muito se avançou em humanidade, os direitos humanos se propagaram e a fome e a violência causam constrangimento a muitos, mas muito ainda temos que caminhar se pretendemos acabar com o flagelo, a desigualdade que ainda teimam em fazer vítimas.

As luzes do cristianismo voltaram a brilhar, mas está em nossas mãos a continuidade da obra do Cristo.

O advento do Espirito Verdade por si só não transformará a humanidade, depende de cada um de nós movimentar as forças criadoras do amor, para que as mensagens trazidas pelos prepostos do Cristo se façam presentes nos corações dos homens e o reino de Deus se estabeleça definitivamente na Terra.

Kardec, o codificador, em nome do Cristo ofertou-nos a reedição do roteiro da salvação: cabe a nós, agora, seguir o seu exemplo e difundir esse manancial a todos.

Irmão Cândido

(Mensagem psicografada por Paulo Guedes)