O Divino Caminhante

Imprimir
PDF
Caminhava pelas campinas do amanhã.

Surge o sol a brilhar nas plantações de girassóis.

Belos tapetes de trigo douravam a paisagem.

Belo, esguio e desprovido de tudo, surgia ele, o amante da pobreza, o divino caminhante.

Cultuava a natureza e dançava ao canto os pássaros.

Beijava a face carcomida do amigo leproso.

Lavava os pés dos pedintes das ruas.

Via o Cristo e se debulhavam em lágrimas.

Amava-o do fundo do seu coração.

Como podiam não compreende-lo?

Ele era tão claro e objetivo.

Tudo estava descrito no Evangelho.

A receita da paz;

A estrada da felicidade;

E o antídoto para as imperfeições.

Meditava no monte Subásio e encontrava-se com Deus nos abismos divinos.

Sonhava com um mundo melhor.

Sem guerras,

Sem fome,

Sem dor,

Onde tudo refletisse o amor de Deus.

Tinha como meta o amor através dos olhos.

Olhos serenos, fixos na estrada a trilhar, eis o rosto de Francisco.

Tudo conspirava para sua derrota, mas o amor Divino o conduziu as esferas sublimes da evolução.

Miguel Delavini

(Mensagem psicografada por Paulo Guedes)