O Túmulo Vazio

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“Por que buscais entre os mortos aquele que vive? ”
(Lucas: 24,5)


Dois mil anos passaram-se e os homens continuam, em sua maioria, buscando o Cristo em seu túmulo vazio.

A assertiva do evangelista é muito oportuna, e nos leva a uma reflexão sobre esse símbolo da cristandade.

A necessidade de materializar a fé, oriunda da condição espiritual do homem, mantém-se viva no coração dos indivíduos.

Muitos de nós ainda precisamos tocar nas mãos perfuradas pelos cravos da crucificação, para acreditarmos na eternidade da vida.

Se o Cristo não pulverizasse os despojos físicos, o Seu corpo seria elevado à condição de relíquia da religiosidade, e a fé ficaria centralizada nas mãos de alguns, e talvez motivo para que as ditas “guerras santas” permanecessem até os dias de hoje.

A fé insipiente dos seus discípulos os levou, assustados, a esconderem-se por medo de serem reconhecidos pelos soldados de Caifás.

Pedro, mesmo tendo chorado amargamente após as três negações, escondeu-se temendo a perda da vida.

O túmulo vazio representa o reinício de uma tarefa; o fim do corpo perecível e o inicio da era do espírito em sua imortalidade. A confirmação do reino de Deus que se implantaria no porvir.

De cordeiros assustados, recolhidos e afastados do mundo, com o ressurgimento do Mestre em espírito e vida, os discípulos transformaram-se em peregrinos do amor, vencendo a si próprios e ao mundo, espalhando a mensagem das bem-aventuranças pelos quatro cantos da Terra.

O Cristo saiu do túmulo e fez morada definitiva no interior daqueles corações.

Intimoratos, sem medo da morte, que compreenderam não existir, constituíram a casa do caminho, e em nome dEle curaram enfermos, expulsaram espíritos impuros e conquistaram aqueles que se encontravam sedentos de amor e justiça, para as fileiras do Cristo.

Hoje definitivamente os túmulos esvaziaram-se, e o advento do Espírito Verdade elevou o homem à condição de ser imortal, e são chegados os dias da implantação do reino de Deus. A nova era avizinha-se e os clarins anunciam o amanhã do Evangelho.

Aqueles que cultuarem e implantarem a paz serão os bem-aventurados que herdarão a Terra.

Não mais o culto da matéria, nem do bezerro de ouro; Deus, nosso Pai de misericórdia, será cultuado em espírito e vida e as paisagens do mundo transformar-se-ão no verdadeiro jardim do Éden, aí o amor brotará das fontes, estará nas pétalas das flores e espalhar-se-á através dos cantos dos pássaros.

Nesses dias seremos todos bem-aventurados e viveremos a era do amor!




Irmão Cândido
(mensagem recebida por Paulo Joaquim Pinto Guedes )